sexta-feira, 25 de maio de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
perguntas do último porre
nuvens carregadas
travessia do corpo
céu do humaitá
já vai pra 12 vezes visto
você sequer pode ser meu pai
você sequer pode ocupar a última vaga
crie seu cargo
crie seu cargo
já está criado
tem gosto de 7 de setembro
sabe, as letras têm se embaralhado
o café não dá mais conta
o abraço de ontem foi o mais forte
canção do desapego, meus ouvidos fechados
a ponte sabe melhor que você
bêbada que só nós
o próximo toque será ainda melhor
nuvens carregadas
travessia do corpo
céu do humaitá
já vai pra 12 vezes visto
você sequer pode ser meu pai
você sequer pode ocupar a última vaga
crie seu cargo
crie seu cargo
já está criado
tem gosto de 7 de setembro
sabe, as letras têm se embaralhado
o café não dá mais conta
o abraço de ontem foi o mais forte
canção do desapego, meus ouvidos fechados
a ponte sabe melhor que você
bêbada que só nós
o próximo toque será ainda melhor
sexta-feira, 23 de março de 2012
Voltou à beira do rio, a mulher
Veia única do mundo, santuário da imediação
Velha forma de vislumbre -
Prostou-se à beira do rio, a mulher
Não era o reflexo, a moeda atirada,
Não era tampouco o farfalhar de peixes
Peixes peixes rápidos como moedas
rápidos como a ondulação do seu rosto
Correm no último poço do calabouço
coisas rápidas e desinteressantes
à beira do rio, a mulher
Não era palco de dança, ritual de exorcismo,
Não havia pedras em seus bolsos
à beira do rio já estava molhada
Água que o sol não seca
Alma que não poderia jamais nadar
feito peixe, moeda ou reflexo
à beira do rio, perpétua
atirou pedra, galho, e grito
o coração não se moveu
O homem entranhara-se
Veia única do mundo, santuário da imediação
Velha forma de vislumbre -
Prostou-se à beira do rio, a mulher
Não era o reflexo, a moeda atirada,
Não era tampouco o farfalhar de peixes
Peixes peixes rápidos como moedas
rápidos como a ondulação do seu rosto
Correm no último poço do calabouço
coisas rápidas e desinteressantes
à beira do rio, a mulher
Não era palco de dança, ritual de exorcismo,
Não havia pedras em seus bolsos
à beira do rio já estava molhada
Água que o sol não seca
Alma que não poderia jamais nadar
feito peixe, moeda ou reflexo
à beira do rio, perpétua
atirou pedra, galho, e grito
o coração não se moveu
O homem entranhara-se
sábado, 17 de março de 2012
sobre o xadrez se aproximou o cavaleiro
o encontro é rouco, o bar nefasto, a música nossa
os velocípedes estão tímidos - mesmo a lua canta rubra
se se bebe do outro lado da baía, é deste que se beija
um telefone me resgata numa quinta salgada
hoje é meu quarto que já te chama de amor
a praia é sóbria e a praça já é perdida
embebedar a ponte tornou-se hábito
a dança é sonolenta e o silêncio dominante
amanheço na esquina depois de cantar
amanheço na esquina depois de cantar
debaixo da chuva viajo até ti
na festa os sapos foram soltos
o abraço de domingo, até hoje o mais forte
canela e gengibre em língua estrangeira
roubo da carne da minha própria casa
a vista mais bela sem nenhuma foto nossa
o encontro é rouco, o bar nefasto, a música nossa
os velocípedes estão tímidos - mesmo a lua canta rubra
se se bebe do outro lado da baía, é deste que se beija
um telefone me resgata numa quinta salgada
hoje é meu quarto que já te chama de amor
a praia é sóbria e a praça já é perdida
embebedar a ponte tornou-se hábito
a dança é sonolenta e o silêncio dominante
amanheço na esquina depois de cantar
amanheço na esquina depois de cantar
debaixo da chuva viajo até ti
na festa os sapos foram soltos
o abraço de domingo, até hoje o mais forte
canela e gengibre em língua estrangeira
roubo da carne da minha própria casa
a vista mais bela sem nenhuma foto nossa
domingo, 4 de março de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)